quinta-feira, 30 de junho de 2022


VLADIBOUUMMM!!

A - pensava-se - outrora poderosa máquina bélica de Vladimir Putin já nem consegue acertar num paiol*), numa época em que, se os russos ainda tivessem equipamento e material de ponta, a tecnologia GPS lhes permitiria acertar no que quer que fosse com elevadíssimo grau de precisão.

A conclusão pelo défice de material bélico e de efetivos militares que o operem é, aliás, inevitável, já que, a assim não ser, pelo menos a Moldávia há muito estaria em vias de ser libertada pelo magnífico Vladimir.

Como se tanta desgraça lhe não bastasse, com a iminente adesão da Suécia e da Finlândia, a NATO acaba de aumentar muito significativamente a fronteira com a terra de sonho com que a propaganda russa não pára de nos acenar.

O perigo está, assim, bem à vista, bem à frente dos nossos olhos, apenas sendo invisível para quem continuar em estado de negação, para quem o não quiser ver.

Esgotados, a breve trecho, os meios convencionais para combater uma Aliança liderada pelos Estados Unidos da América, que não cessa de tomar posições junto à fronteira; doente, muito doente, ao que dizem quando falam da sua saúde precária; não querendo deixar-nos sem uma indelével marca da sua ominosa atuação, poderá alguém ter dúvidas quanto ao próximo passo, assim o deixem dá-lo os que têm bastante mais a perder?

A NATO não pode deixar de saber que o contínuo posicionamento de novas tropas junto à fronteira com a Rússia será, a breve trecho, muito pouco eficaz contra armas nucleares russas que, a considerável distância, estão apontadas às principais cidades, e não só.

Serão, então, estas movimentações e reforços da Aliança algo mais do que aquilo que parecem?

Mera provocação de um já bem acossado louco?

(continua aqui)



quarta-feira, 29 de junho de 2022


Jéssica e a Bruxa

O assunto já foi amplamente noticiado, discutido e comentado.

Desnecessário será, assim, elaborar mais longamente sobre a maldade, a perversidade, a indiferença, presentes neste caso incluindo a indiferença da própria mãe que parece ter ficado inerte perante o estado calamitoso em que lhe foi entregue a filha moribunda*), em lugar de, prontamente, a levar ao hospital, como mandaria o coração de qualquer mortal, por maioria de razão o de um progenitor minimamente humano e apto a desempenhar o seu papel. Mas, desses, há cada vez menos...

Independentemente da tal capacidade económica que cada vez mais se confunde com classe social e pela qual todos se pisam e esgadanham para, no respetivo imaginário, subir mais um ou outro degrau, a triste realidade de boa parte dos lares portugueses vem, de há muito, sendo relatada pela comunicação social, mormente por aquela que mais aprecia e mais vibra com manifestações de tudo aquilo que de mais baixo, de mais podre, de mais horroroso,em suma, caracteriza o ser humano e se manifesta das mais diversas formas e nos mais variados meios.

Tampouco valerá continuar a fazer vibrar até à náusea a corda da falta de intervenção das autoridades competentes*), junto das quais o caso da Jéssica há muito estava devidamente sinalizado. Terá sido falha dos técnicos? Dos responsáveis? Falta de relevância nos orçamentos do Estado?

Haverá, naturalmente, que apurar responsabilidades individuais, bem como de refletir, exaustivamente, sobre a nunca mais chegada reforma estrutural da segurança social que, a par de muitas outras, continua nas gavetas ou nas pastas do Windows de quem tem outras coisas supostamente mais importantes e urgentes para fazer ou tratar.

O que, verdadeiramente, importa é ir ao cerne da questão, à causa imediata que está na origem de tudo o que aconteceu: uma dívida de umas centenas de euros da mãe, a uma bruxa que não terá hesitado em, cobardemente, exercer represálias sobre a filha da cliente devedora.

Diz quem sabe que esta situação não é caso único, tendo as autoridades judiciárias portuguesas entre mãos casos relacionados com autênticas redes criminosas dedicadas a atividades que irão desde o furto por meios eletrónicos até à perseguição de pessoas ao velho estilo das mafias sicilianas.

Estes bruxos e quejandos exploram, sem piedade, a crendice, a iliteracia, a ignorância, o medo e a insegurança que, a despeito dos atraentes números que enviamos lá para fora relativos à educação em Portugal, caracterizam uma parte muito considerável da população portuguesa.

Sabendo-se, como se sabe, da inutilidade, da inanidade, da falta de substrato científico em que se arrime a atividade profissional destes bruxos, videntes e sabe-se lá o que mais, como entender que serviços destes não sejam, simplesmente, proibidos, banidos? Pois não é verdade que qualquer um pode ser criminalmente perseguido por cobrar por produtos ou serviços que não correspondem ao anunciado, ou não produzem o resultado prometido?

Até quando, então, terão vítimas inocentes de sofrer a brutalidade desta inacreditável e anacrónica forma de exploração?

(continua aqui)