quarta-feira, 20 de outubro de 2021


Mário Lago

 

Mário Lago

"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra"

atribuída a Mário Lago*)


Como cantava Villaret*), "Corre corre, Corridinho, corre a vida sem parar"*)

A louca corrida pela felicidade*) que ainda não desistimos de alcançar, faz-nos esquecer que há tempo para tudo, desde que tenhamos a lucidez de apenas querer fazer aquilo que nos permitem as circunstâncias e o tempo de vida.

Não quer isto dizer que devamos baixar os braços, cair na inércia, no comodismo, no facilitismo. Nada disso!

Sempre haverá, no entanto, que reconhecer a invencibilidade do tempo, cuja cadência constante nem Einstein*) descobriu como, efetivamente, alterar.

Assim, uma boa parte da arte de viver consiste, não em persistir na tolice de tentar dominar o tempo, mas em aprender como a ele nos sujeitarmos sem prejuízo daquilo que, em prol dos outros, a cada um de nós couber realizar, em lugar de nos preocuparmos, de forma infantil e egocêntrica, em aproveitar ao máximo aquilo que da vida pudermos levar.

De outra forma, estaremos a lutar contra os nossos dois maiores inimigos:

um, o tempo que nunca mais passa;
outro, o tempo que não pára de passar.

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